sábado, 30 de novembro de 2013

Da mão boba

Domingo
a noite
com você
na sua cama de preferência
no seu colchão, se preferir
os amassos depois de certo tempo
em certo espaço se tornaram escassos
foi tudo meio rápido
a gente fala besteira
as vezes nem isso
parte logo pros amassos enrolados
desesperados
de saudade
após uma semana sem contato de verdade
a sua mão boba logo ataca a minha roupa
no afago humano masculino de meter
você já nem mais espera o clima suceder
na real, eu já sabia que isso iria acontecer
meio canalha, marrento
esperto
isso não é qualidade de marido
de verdade ou de disfarce
não sei se um dia vou querer isso
me comprometer por vaidade
só sei que agora eu quero você
quero viver
a nossa noite acontece
você me desveste
deito no seu peito
arrumo um jeito
a minha cabeça se encaixa
é perfeito
não quero que a noite acabe
não quero fechar os olhos e voltar pra realidade
nosso momento foi ali
depois quero me vestir
amanhecer, fugir
fingir ser madura, segura
agora sou adulta independente
apaixonada pelo cara que na real, eu sei da história
que no final
é só mais um caso banal surreal
da vertente análoga
da paixão que acaba
que eu sei que acaba...
já vim preparada
desculpa
embora a vontade de te ter seja absurda
quero te prestigiar mas não vou me entregar
e o fim já esta prestes a nos encontrar
e vou relutar até o fim abeirar
se conforma com isso
só no resta aproveitar!
A-P-R-O-V-E-I-TA-R!

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