domingo, 23 de outubro de 2016

Dos amores que se foram IV

A minha doçura é razoável
transita pela sua frieza e congela
a minha inrestavel glicemia
a nossa dopamina é
só um vestígio doce do nome dela
ou da sua carência incrédula
que eu me apoio
para me encontrar
porque me perdi
em cada ponto de todos os poros
que se abrem para conceber cada linha da sua face
e agora estou solidificada na densidade do seu corpo
e na represa do seu beijo molhado
na textura da grama macia do seu cabelo
no arrepio veemente do seu toque
na profundidade obscura do seu olhar
na rigidez da sua resposta
no calculo racional do seu relógio
no calculo irracional do seu tempo
nas profundezas das suas tristezas
na ambivalência da sua teimosia
na ambiguidade da sua insegurança
na motivação do seu postiço niilismo
e na sua frieza em demonstrar
que o que eu sinto por você
não vai se assemelhar
nem em gramas
na falta que finges q ela não faz...

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